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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O FIM DE UMA PROFISSÃO



O Jornal da Tarde em uma matéria recente publicou que o vestibular da FUVEST teve uma diminuição na concorrência na maioria de seus cursos, principalmente àqueles voltados às licenciaturas (formação de professores). Este fato consolida algo que todos já sabem. Ninguém mais quer ser professor. Uma classe onde o salário base fica em torno de R$ 7,00 a hora-aula no Estado de São Paulo e que no Ensino Particular não muda muito na grande maioria das escolas, esta profissão está fadada a desaparecer.
Fiz um gráfico comparativo entre a quantidade de inscritos nos cursos de licenciatura da FUVEST 2009  e 2010. Vemos:



As disciplinas básicas como Matemática, Física e Química estão com índices cada vez menores. Somente licenciatura em química em São Carlos teve uma alta significativa. Licenciatura em Artes Cênicas conseguiu uma alta de 6% com relação a 2010, mas o restante todos tiveram baixas. Isso mostra alguns problemas que devem ser comentados: 1) com o baixo salário, a dificuldade enfrenta em sala de aula, onde o professor tem que ser educador e não professor, ou seja, temos que fazer o papel dos pais que terceirizaram este setor, não há estímulos para os alunos se tornarem professores; 2) falta de reconhecimento e prestígio. Atualmente quando alguém fala que é professor a maioria das pessoas fica até com pena deste sujeito, pois sabe a barra que está enfrentando.

Assim, é bem provável que em poucos anos não mais teremos professores. Aí, quem sabe as pessoas não passam a valorizar este profissional que foi sucateado ao longo de quarenta anos.

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